terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Relembrar "a idade dos porquês"

Há uns dias alguém me relembrou de um texto meu escrito há mais de um anos. Já não te deves lembrar dele minha querida Mariana. De certeza que falaria no Mi, tenho pena de não poder recuperar o meu antigo blog para reler aqueles textos, eram de veras bonitos e profundos.~

O girassol, flôr tão bonita , não é a minha preferida mas gosto, gosto muito e fico plenamente feliz por saber que alguém te provoca a sensação igual ou superior à ideia de veres um girassol. Penso que finalmente encontraste a paz que precisas para seguires com todos os teus planos, para te organizares, para tirares as ideias mirabolantes que por ti sempre passaram.

Queres saber de mim, não é? Disseste que preciso de escrever. Não sei preciso mas não sei o que escrever, normalmente quando escrevo, todas as palavras vão saindo de maneira fluente e pura. Mas hoje, hoje não sei. Posso dizer-te que estou feliz, que estou bem, mas que o pensamento do futuro me deixa triste. Já sei, já sei, o amanhã tem que ser construído pelo hoje. Fico sempre bem, sou forte, mas os abalos deixam-me sempre com uma ideia de que talvez não tenha nascido para estar plenamente bem.

Eu Matilde, estou sem palavras, tenho medo de escrever sobre uma felicidade que não me está a caber no peito, mas que por medo de não saber o futuro não consigo transcrevê-la para aqui.

Querida Mariana, desculpa eu tenho sorrido por tudo o que tenho sabido sobre ti e a tua felicidade, o teu sorriso. Mas não tenho conseguido falar muito com ninguém sobre mim. Começei o ano com a ideia assente de que o passado ficará no passado, não tenho estado com o Mi, falo com ele mas proíbi-me de recair em algo que só o engana e só me magoa.


Beijo doce Beijo meu, Matilde *¨¨*